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Respeito muito o homem que chora – Por Clarice Lispector

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Denuncio nossa fraqueza, denuncio o horror alucinante de morrer — e respondo a toda essa infâmia com — exatamente isto que vai agora ficar escrito — e respondo a toda essa infâmia com a alegria. Puríssima e levíssima alegria. A minha única salvação é a alegria. Uma alegria atonal dentro do it essencial. Não faz sentido? Pois tem que fazer. Porque é cruel demais saber que a vida é única e que não temos como garantia senão a fé em trevas — porque é cruel demais, então respondo com a pureza de uma alegria indomável. Recuso-me a ficar triste e a chorar neste momento. Mas há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é melhor procurar conter–se: não vai adiantar. É melhor tentar fazer-se de forte, e enfrentar. É difícil, mas ainda menos do que i…

Lançamento do livro “Fragmentos, sentimentos de uma vida”

O livro “Fragmentos, sentimentos de uma vida”, do escritor Cláudio Lúcio Braga, é uma reunião de poesias que retrata os sentimentos humanos e suas paixões, em que o autor faz a crítica a uma sociedade injusta, por uma vida onde haja menos desigualdade social.
Indicação: livre. Entrada franca.
Informações: 2087-4177.
Biblioteca Monteiro Lobato (ver endereço) 11 de Outubro 2014 (sábado) 19h