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Mostrando postagens com o rótulo Obras da Fuvest

Houve mudanças nas listas da Fuvest e da Unicamp. Confira:

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“Iracema” – Resumo e análise do livro de José de Alencar

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Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/iracema-resumo-e-analise-do-livro-de-jose-alencar/Escrito em prosa poética, esse romance é um dos principais representantes da vertente indianista do movimento romântico A narrativa de Iracema estrutura-se em torno da história do amor de Martim por Iracema.
Diferentemente do que ocorre em outros romances de José de Alencar, como em O Guarani, o enredo de Iracema é aberto a interpretações. A relação entre Martim e Iracema significa a união entre o branco colonizador e o índio, entre a cultura europeia, civilizada, e os valores indígenas, apresentados como naturalmente bons. É uma espécie de mito de fundação da identidade brasileira.
Ainda menino, Alencar fez uma viagem pelo sertão. A experiência dessa viagem de garoto seria constantemente evocada pelo futuro escritor em seus romances, com imagens e impressões da exuberante natureza brasileira. Alguns espaços merecem destaque por ser palco de importantes acontecimentos desse romance: o cam…

Minha Vida de Menina - Análise da obra de Helena Morley

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Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/sagarana-analise-da-obra-de-guimaraes-rosa/ Diário de uma adolescente mineira no fim do século XIX
Um diário escrito por uma adolescente entre seus 13 e 15 anos, na cidade de Diamantina (MG), no fim do século XIX. É assim que se apresenta a obra Minha vida de menina, de Helena Morley – pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant -, publicado em 1942. Aclamado à época de sua publicação, inclusive por nomes como Carlos Drummond de Andrade, o livro permanece um clássico, resgatado na lista obrigatória do vestibular 2018 da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP).
Por ser originalmente um diário, a narrativa de Minha vida de menina é pouco usual para quem está acostumado com os grandes clássicos que costumam ser cobrados nos vestibulares. “Não é literatura que de fato se costuma encontrar porque muitas vezes não é sequer considerado literatura. Normalmente diários são cons…

“Vidas secas” – Análise da obra de Graciliano Ramos

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Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/vidas-secas-analise-da-obra-de-graciliano-ramos/ "Vidas Secas", romance publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época. O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão. A estética da seca "Vidas Secas" é um dos maiores expoentes da segunda fase modernista, a do regionalismo. O diferencial desse livro para os demais da época é o apuro técnico do autor. Graciliano Ramos, ao explorar a temática regionalista, utiliza vários expedientes formais – discurso indireto livre, narrativa não-linear, nomes dos personagens – que confirmam …

“Memórias Póstumas de Brás Cubas” – Resumo – Machado de Assis

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Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/memorias-postumas-de-bras-cubas-resumo-da-obra-de-machado-de-assis/Resumo do romance, os personagens e biografia de Machado de Assis Ao criar um narrador que resolve contar sua vida depois de morto, Machado de Assis muda radicalmente o panorama da literatura brasileira, além de expor de forma irônica os privilégios da elite da época.
Resumo A infância de Brás Cubas, como a de todo membro da sociedade patriarcal brasileira da época, é marcada por privilégios e caprichos patrocinados pelos pais. O garoto tinha como “brinquedo” de estimação o negrinho Prudêncio, que lhe servia de montaria e para maus-tratos em geral. Na escola, Brás era amigo de traquinagem de Quincas Borbas, que aparecerá no futuro defendendo o humanitismo, misto da teoria darwinista com o borbismo: “Aos vencedores, as batatas”, ou seja: só os mais fortes e aptos devem sobreviver.
Na juventude do protagonista, as benesses ficam por conta dos gastos com uma cortesã, ou pros…

“O Cortiço” – Análise da obra de Aluísio Azevedo

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Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/o-cortico-analise-da-obra-de-aluisio-de-azevedo/Veja os principais aspectos da obra máxima do Naturalismo na literatura brasileiraTendo como cenário uma habitação coletiva, o romance difunde as teses naturalistas, que explicam o comportamento dos personagens com base na influência do meio, da raça e do momento histórico.
Uma alegoria do Brasil do século XIX Ao ser lançado, em 1890, “O Cortiço” teve boa recepção da crítica, chegando a obscurecer escritores do nível de Machado de Assis. Isso se deve ao fato de Aluísio Azevedo estar mais em sintonia com a doutrina naturalista, que gozava de grande prestígio na Europa. O livro é composto de 23 capítulos, que relatam a vida em uma habitação coletiva de pessoas pobres (cortiço) na cidade do Rio de Janeiro.
O romance tornou-se peça-chave para o melhor entendimento do Brasil do século XIX. Evidentemente, como obra literária, ele não pode ser entendido como um documento histórico da época. Mas …

“Sagarana” – Análise da obra de Guimarães Rosa

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Fonte: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/sagarana-analise-da-obra-de-guimaraes-rosa/

Primeira obra de Guimarães Rosa a sair em livro, traz nove contos, nos quais o universo do sertão, com seus vaqueiros e jagunços, surge no estilo marcante que o escritor iria aprofundar em textos posteriores. Nem mocinhos, nem bandidos
O livro de estreia de João Guimarães Rosa foi publicado em sua versão final em 1946. Os contos começaram a ser escritos em 1937, e até o lançamento definitivo, a obra foi reduzida de 500 para 300 páginas, composta de nove contos / novelas. Nesse processo, o autor filtrou o que havia de melhor no texto, utilizando em seu peculiar processo de invenção de palavras o hibridismo – que consiste na formação de palavras pela junção de radicais de línguas diferentes. O título do livro é composto dessa forma. “Saga”, termo de origem germânica, quer dizer “canto heroico” e é utilizado para definir narrativas históricas ou lendárias; “rana”, termo de origem indígena, signifi…

Obras da Fuvest: A crítica à sociedade portuguesa em "A relíquia" de Eça de Queirós

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Jamille Rabelo de Freitas
Núbia Enedina Santos Souza


Em A Relíquia, Eça de Queirós critica a sociedade lusíada, alicerçada na figura do clero, mostrando personagens mercenárias, hipócritas e impiedosas. Com um tom irônico, o autor mescla o oportunismo com a credulidade, a esperteza com o abuso da boa fé, a mentira com a ingenuidade e a realidade com a aparência. Eça aponta o conservadorismo da igreja e o tradicionalismo burguês como causa maior da estagnação de Portugal. Para ele, tais práticas impediam o progresso e levavam a sociedade portuguesa à decadência moral. Numa época onde a religião cristã era frequentada, em sua maioria, pelos burgueses, tendo como “figurante” a classe trabalhista, o trabalho era super valorizado com intuito de acalmar os ânimos dos proletariados e a filosofia de que eles não deveriam desejar mais do que lhes era dado era pregada fervorosamente pelo catolicismo a todo tempo. No entanto, a contradição entre os ideais difundidos e os atos praticados era gritan…