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Mostrando postagens com o rótulo 8 Linguagem. Linguística. 9 Geografia. Biografia. Historia

Biblioteca Indica: Férias + Livros = excelente combinação

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Viajar pela leitura sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso quem gosta de ler.
Experimente! Assim sem compromisso,você vai me entender.
Mergulhe de cabeça na imaginação! Clarice Pacheco


ADAMS, Douglas. O guia do mochileiro das galáxias. Localização: F A176g v.1 O livro conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.

BRASHARES, Ann. A irmandade das calças viajantes. Localização: J B828i Esse livro, o primeiro de uma série de quatro volumes, conta a história de quatro amigas inesperáveis que precisam se  separar no verão. Mas elas encontram uma forma de continuarem unidas. Ao descobrirem um jeans que  inexpli…

Projeto Poesia às 2as.feiras

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ANDRADE, Carlos Drummond de. A rua diferente. IN: Alguma poesia. 11a.ed., Rio de Janeiro, Record, 2010, p.35

Na minha rua estão cortando árvores
botando trilhos
construindo casas.
Minha rua acordou mudada.
Os vizinhos não se conformam.
Eles não sabem que a vida
tem dessas exigências brutas.

Só minha filha goza o espetáculo
e se diverte com os andaimes,
a luz da solda autógena
e o cimento escorrido nas formas.

Projeto Poesia às 2as.feiras

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ANDRADE, Carlos Drummond de. Política literária. IN: Alguma poesia. 11a.ed., Rio de Janeiro, Record, 2010, p.43

A Manuel Bandeira


O poeta municipal
discute com o poeta estadual
qual deles é capaz de bater o poeta federal.

Enquanto isso o poeta federal
tira ouro do nariz.

Projeto Poesia às 2as.feiras

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QUINTANA, Mario. O silêncio. IN: A cor do invisível. 2a.ed., São Paulo, Globo, 1989. p.52

O mundo, às vezes, fica-me tão insignificativo
Como um filme que houvesse perdido de repente o som.
Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca num aquário
Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquibancadas dos estádios...

Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais
Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo trottoir.
Às vezes eu penso que já fui um dia um rei imóvel no seu palanque,
Obrigado a ficar olhando
Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso...

Oh! decididamente o meu reino não é deste mundo!
Nem do outro...

Projeto Poesia às 2as.feiras

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RICARDO, Cassiano. Cidadezinha de interior. IN: Martim Cererê. 23a.ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2006. p.178

Uma ermida e um curral
como que para dizer, por inocência,
que o Menino Jesus não nasceu entre rosas,
mas entre bois.

Logo depois brota a cidadezinha branca.
É uma menina, ainda descalça.

As casas tortas de janela azul
dançam de roda, de mãos dadas.

Há duas bandas de música, logo de começo,
uma da oposição e outra dos canários.
Todos os dias da semana são domingos de ramos.

Dentro da ermida
Nossa Senhora brinca de pular corda num arco-íris.

Cada enterro parece uma festa
e cada procissão lembra um rio de gente...
Não há iluminação, há muitas luas.
E os bois passeiam pelas ruas, fundadores.
Até que um dia o legislador das posturas municipais se impacienta
e manda proibir os bois de passearem nas ruas.
Como se a origem da cidadezinha branca não fosse um curral
E como se o Menino Jesus não houvesse nascido entre bois
Quem sabe se o legislador das posturas municipais
pensa que o Menino Jesus nasceu e…

Projeto Poesia às 2as.feiras

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MEIRELES, Cecília. Tudo acaba aqui dentro. IN: Mar absoluto e outros poemas; Retrato natural. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1983. p.182 (Poiesis)

Tudo cabe aqui dentro:
vejo tua casa, tuas quintas de fruta,
as mulas deixando descarregarem seirões repletos,
e os cães de nomes antigos
ladrando majestosamente
para a noite aproximada.

Range a atafona sobre uma cantiga arcaica:
e os fusos ainda vão enrolando o fio
para a camisa, para a toalha, para o lençol.

Nesse fio vai o campo onde o vento saltou.
Vai o campo onde a noite deixou seu sono orvalhado.
Vai o sol com suas vestimentas de ouro
cavalgando esse imenso avião do céu.

Tudo cabe aqui dentro:
teu corpo era um espelho pensante do universo.
E olhavas para essa imagem, clarividente e comovida.

Foi do barro das flores, o teu rosto terreno,
e uns liquens de noite sem luzes
se enrolaram em tua cabeça de deusa rústica.

Mas puseram-te numa praia de onde os barcos saíam
para perderem-se.
Então, teus braços se abriram,
querendo levar-te mais longe:
porque eras a qu…

Projeto Poesia às 2as.feiras

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QUINTANA, Mario. O último viandante. IN: A cor do invisível. 2a.ed., São Paulo, Globo, 1989, p.12

Era um caminho que de tão velho, minha filha,
já nem sabia mais onde ia...
Era um caminho
velhinho,
perdido...
Não havia traços
de passos no dia
em que por acaso o descobri:
pedras e urzes iam cobrindo tudo.
O caminho agonizava, morria
sozinho...
Eu vi...
Porque são os passos que fazem os caminhos!

Projeto Poesia às 2as.feiras

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RICARDO, Cassiano. Café expresso. IN: Martim Cererê. 23a.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 2006. p.197
1 Café expresso - está escrito na porta. Entro com muita pressa. Meio tonto,  por haver acordado tão cedo... E pronto! parece um brinquedo... cai o café na xícara pra gente maquinalmente.
E eu sinto o gosto, o aroma, o sangue quente de São Paulo nesta pequena noite líquida e cheirosa que é minha xícara de café.
A minha xícara de café é o resumo de todas as coisas que vi na fazenda e me vem à memória apagada...
Na minha memória ainda tem um carro de bois a bater as porteiras da estrada... Na minha memória  pousou um pinhé a gritar: crapinhé! E passam uns homens que levam às costas jacás multicores com grãos de café. E piscam lá dentro, no fundo do meu coração, uns olhos negros de cabocla a olhar pra mim com seu vestido de alecrim e pés no chão.
E uma casinha cor de luar na tarde roxo-rosa... Um cuitelinho verde sussurrando enfiando o bico na calteia cor de sol que floriu no portão...
E o fazendeiro, calculan…

Projeto Poesia às 2as.feiras

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ANDRADE, Carlos Drummond de. Também já fui brasileiro. In: Alguma poesia. 11a.ed. Rio de Janeiro, Record, 2010. p.21

Eu também já fui brasileiro
moreno como vocês.
Ponteei viola, guiei forde
e aprendi na mesa dos bares
que o nacionalismo é uma virtude.
Mas há uma hora em que os bares se fecham
e todas as virtudes se negam.

Eu também já fui poeta.
Bastava olhar para mulher,
pensava logo nas estrelas
e outros substantivos celestes.
Mas eram tantas, o céu tamanho,
minha poesia perturbou-se.

Eu também já tive meu ritmo.
Fazia isto, dizia aquilo.
E meus amigos me queriam,
meus inimigos me odiavam.
Eu, irônico, deslizava,
satisfeito de ter meu ritmo.
Mas acabei confundindo tudo.
Hoje não deslizo mais não,
não sou irônico mais não,
não tenho ritmo mais não.

Projeto Poesia às 2as.feiras

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QUINTANA, Mário. Hoje é outro dia. IN: A cor do invisível. São Paulo, Globo, 1989. p.5

Quando abro cada manhã a janela do meu quarto
É como se abrisse o mesmo livro
Numa página nova...

Biblioteca Indica: Semana Mundial do Meio Ambiente

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Biblioteca Indica: 27 de Janeiro - Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto

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“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” Nelson Mandela


BOYNE, John. O menino do pijama listrado. Localização física: F B785n Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece …

Projeto Poesia às 2as.feiras

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BANDEIRA, Pedro (Adapt.); IWASHITA, Cecília (ilust.) A roupa nova do rei. São Paulo, Moderna, 2006. 31p. (Clássicos infantis)

Lá num reino bem distante,
muito, muito tempo atrás,
tinha um rei muito orgulhoso
e vaidoso até demais.

-- Meu casaco está horrível!
Já usei mais de uma vez.
Quero um que seja novo.
Ou melhor, quero mais três!

O ministro, obediente,
ia logo dizer sim,
e mandava vir casacos
feitos de ouro e cetim.

Foi então que apareceram
dois espertos trapaceiros:
-- Somos grandes alfaiates,
dois artistas verdadeiros.

-- Conhecemos o segredo
do tecido da Verdade!
É um pano especial,
desmascara a maldade!

-- Roupa feita com esse pano
só não vê o mentiroso,
o injusto, o incapaz,
tolo, burro e preguiçoso.

-- Mas quem for inteligente,
justo, honesto e muito humano,
com certeza notará
a beleza desse pano!

Quando o rei soube do caso,
quis depressa, sem demora,
os artistas fabulosos
contratar na mesma hora.

No palácio do vaidoso,
os dois foram se instalar.
E pediram ouro e joias,
para o pano fabricar.

A fingir trabalho d…

Projeto Poesia às 2as.feiras

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BANDEIRA, Manuel; CALVI, Gian (Ilust.) Trem de ferro. São Paulo, Global, 2009. 31p.  (Magias)

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade 
De cantar!


Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá

Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede

Oô...
Vou mimbora vou
mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...

VENHA TROCAR LIVROS!

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Tem algum livro em bom estado, guardado lá na estante há tempos sem ser revisitado ou mesmo esquecido dentro de uma caixa? Está na hora de desapegar! 

Traga-o para nosso Espaço Troca Livros!
Os livros devem estar em boas condições, pois não trocamos livros rasgados, manchados, riscados à caneta e nem com fungos e bichinhos como broca (aquele que fura todo o livro).
Confira alguns títulos que chegaram. Mas, corra! Livro bom não fica na estante.


01 - Coleção Grandes Artistas - Rembrandt, a vida de um retratista. - 1997

02 -Coleção Grandes Artistas - Monet, impressionismo. - 1997

03 - Agatha Christie - Enquanto houver luz, contos inéditos da rainha do crime. - 1999
04 - Agatha Christie -O visitante inesperado. - 2000
05 - Machado de Assis - Dom Casmurro. - 1973