O acadêmico Castelo Hanssen nos deixou nessa sexta-feira


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Nascido em 03.09.1941, em São Paulo, Aristides Castelo Hanssen, tinha 78 anos. Passou parte de sua infância em São Bernardo do Campo e a a adolescência em Mauá (SP). No Colégio Brasileiro de Poetas, em Mauá, participou do Recital Aberto de Poesia e aos 19 anos já escrevia crônicas para o semanário A ação, e depois para a Tribuna Popular, ambos de Santo André. 

Trabalhou para a Voz de Mauá e Folha Metropolitana do ABC. No ABC, atuou no jornal Correio Metropolitano. Mudou-se para Guarulhos para trabalhar na Folha Metropolitana, no fim dos anos 1970.

Incentivador da literatura e das artes em geral, foi um dos fundadores em 1978 da Academia Guarulhense de Letras, e seu presidente entre os anos 2008-2010. Ocupava a cadeira no. 8, tendo como patrono o poeta Vicente de Carvalho.

Como jornalista, trabalhou por muitos anos no Jornal Olho Vivo e de forma intermitente na Folha Guarulhense, assinando como Ari Casagrande.

No Olho Vivo, escrevia sobre praticamente todos os temas, cuidava da coluna Diz que diz, dos bastidores da política local e publicava artigos. Acometido de diabetes, teve a visãp prejudicada e aposentou-se por invalidez no final dos anos 1990.

Depois disso, como colaborador, publicou artigos em vários veículos de comunicação, incluindo o Diário de Guarulhos e a Folha Metropolitana.

Foi fundador também do Grupo Literário Letraviva, que entre as décadas de 80 e 90 promoveu inúmeros saraus e revelou muitos talentos na arte da escrita. Os encontros eram realizados todo último domingo do mês no auditório da nossa Biblioteca Monteiro Lobato. Aberto ao público em geral, a única condição para participar era gostar de escrever.
Biblioteca aliás, que fez parte constante de sua vida, tanto com relação a seus lançamentos literários quanto como sua atuação como nosso usuário e frequentador. 

Castelo sempre exerceu papel de liderança na cultura da cidade, sendo apoio de diversos escritores. Como um ser humano acima da média foi belamente descrito por Ernesto dos Santos Milagre no prefácio do livro "Canção pro Sol Voltar": 

"Para falar sobre Castelo Hanssen seria necessário um novo livro e com certeza a tarefa não seria levada a termo. O Castelo que não comporta explicações, interpretações, comparações. Ele existe para ser sentido, amado, respeitado e preservado para sempre, como patrimônio da humanidade. Castelo, o sol está voltando, e isso só pode ser visto pelos que enxergam com os olhos da alma, como você."

Publicou diversos livros, entre os quais: Canção para o sol voltar, poesias; A flor que Drummond viu nascer no asfalto, poesias; Um cego fita o horizonte, poesias; Guarulhos trajetória cultural (coautoria); Fragmentos de memória, poesias; Conserta-se mundos e fundos, prosa; Geremias Gemebundo, teatro; Epicordel, romanceiro; A mansão do mal, romance (2018). . Junto com Guilhermina Helfstein, foi autor de Guarulhos Trajetória Cultural.

Deixa um legado de inestimável valor e um exemplo a ser seguido pelas novas gerações, de apego e dedicação à cultura. 

E nós, das Bibliotecas de Guarulhos, agradecemos ao poeta por toda sua rica história e nos sentimos orgulhosos de termos feito parte de sua vida. 

Fonte texto adaptado: Cultura de Guarulhos perde o acadêmico Castelo Hanssen. Disponível em: <https://www.clickguarulhos.com.br/2020/03/06/cultura-de-guarulhos-perde-o-academico-castelo-hanssen/?fbclid=IwAR2fpJwlOZJPG2oUlNHbkowdb1o2ndnb4ml260HLF3gTZBAwnoVn9mKYJ8w>. Acesso em: 06 mar. 2020. 


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