Esperança – Por Mario Quintana

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Mario Quintana, poeta gaúcho, era chamado de “poeta da esperança”, sobre ela chegou a dizer em entrevista:“O ditado diz que, enquanto há vida, há esperança. Eu digo que enquanto há esperança há vida. Porque nunca foi encontrado em nenhuma parte do mundo, num bolso de um suicida, um bilhete de loteria que fosse correr no dia seguinte”.  O seu tratamento poético da esperança não é ingênuo nem se confunde com o otimismo tolo. A propósito da diferença entre esperança e otimismo, vale a pena observar o que disse o escritor e psicanalista mineiro, radicado em Campinas, Rubem Alves: O poeta inglês Samuel Johnson observou que os saltos do ser humano não são, como se poderia esperar, de prazer em prazer mas de esperança em esperança. Por conta disso, talvez não seja exagero dizer que o homem é o único animal que tem esperança e que, por isso, é o único para o qual o futuro, e nele o ano novo, faz sentido. Neste vídeo, o ator Ivan Lima declama o belo poema Esperança – de Mario Quintana – confi…

Semana da Imigração Japonesa


Em comemoração a Semana da Imigração Japonesa a Biblioteca Monteiro Lobato traz uma exposição com alguns trabalhos da bibliotecária Lúcia Sasaki. 

Sumi-ê: a arte do essencial

Breve histórico
O sumi-ê (sumi = tinta preta e e = pintura) é uma arte chinesa zen budista que chegou ao Japão no século XIV. A partir do século XV esta arte estrangeira aclimata-se ao arquipélago e torna-se peculiarmente japonesa.
No Brasil, o provável introdutor do sumi-ê foi o artista Massao Okinaka, que imigrou para o Brasil em 1932 e durante muitos anos deu aulas em São Paulo. Uma de suas discípulas diretas mais notáveis é a escritora e ilustradora Lúcia Hiratsuka.

Características
Devido à sua origem zen budista, o sumi-ê caracteriza-se por:
1. Minimalismo (busca dos traços essenciais do objeto retratado em tons de preto e cinza). Outras cores apenas em mínimos detalhes
2. Preferência por temas religiosos budistas e temas inspirados na natureza
3. Ausência absoluta da correção e do retoque

Ferramental e materiais
Atualmente usa-se:
  • Tinta preta (sumi)
  • Papel (pode ser usado papel de filtro, de arroz, etc.)
  • Pincéis fude (pinceis orientais)
  • Godê para separar a tinta pura, a tinta levemente diluída em água e a tinta muito diluída em água
  • Feltro para absorver a tinta e proteger a superfície da mesa
  • Contâiner com água
  • Trapo para limpeza

Os 4 nobres
Todo principiante de sumi-ê começa seu aprendizado com os 4 nobres:
1. o bambu
2. a orquídea selvagem
3. o ramo de cerejeira
4. o crisântemo

Lidando com estes temas tradicionais os alunos aprendem a postura, o gestual, a quantidade de tinta e de água necessários para realizar a pintura. A concentração é indispensável neste processo.

Outros temas
  • Sho chiku bai (pinheiro, bambu, ameixeira): Ou os Três amigos do inverno. Tema tradicional de cartões de Ano Novo
  • A flor de lótus: A bela e pura flor que emerge do lodo
  • O galo: Signo do ano chinês de 2017. Usado em cartões de Ano Novo
  • Caquis: Fruto original da China, foi levado à Coreia e ao Japão há mais de mil anos. Por ser uma fruta do outono, é comum ser usada na decoração de Ano Novo (no Japão)
  • Temas contemporâneos: Atualmente os pintores nikkeys e brasileiros pintam plantas nativas, como orquídeas e bromélias, cenas urbanas (como nos encontros dos Urban Sketchers), cenas de festas populares, como o Carnaval, etc.





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