Semana da Imigração Japonesa


Em comemoração a Semana da Imigração Japonesa a Biblioteca Monteiro Lobato traz uma exposição com alguns trabalhos da bibliotecária Lúcia Sasaki. 

Sumi-ê: a arte do essencial

Breve histórico
O sumi-ê (sumi = tinta preta e e = pintura) é uma arte chinesa zen budista que chegou ao Japão no século XIV. A partir do século XV esta arte estrangeira aclimata-se ao arquipélago e torna-se peculiarmente japonesa.
No Brasil, o provável introdutor do sumi-ê foi o artista Massao Okinaka, que imigrou para o Brasil em 1932 e durante muitos anos deu aulas em São Paulo. Uma de suas discípulas diretas mais notáveis é a escritora e ilustradora Lúcia Hiratsuka.

Características
Devido à sua origem zen budista, o sumi-ê caracteriza-se por:
1. Minimalismo (busca dos traços essenciais do objeto retratado em tons de preto e cinza). Outras cores apenas em mínimos detalhes
2. Preferência por temas religiosos budistas e temas inspirados na natureza
3. Ausência absoluta da correção e do retoque

Ferramental e materiais
Atualmente usa-se:
  • Tinta preta (sumi)
  • Papel (pode ser usado papel de filtro, de arroz, etc.)
  • Pincéis fude (pinceis orientais)
  • Godê para separar a tinta pura, a tinta levemente diluída em água e a tinta muito diluída em água
  • Feltro para absorver a tinta e proteger a superfície da mesa
  • Contâiner com água
  • Trapo para limpeza

Os 4 nobres
Todo principiante de sumi-ê começa seu aprendizado com os 4 nobres:
1. o bambu
2. a orquídea selvagem
3. o ramo de cerejeira
4. o crisântemo

Lidando com estes temas tradicionais os alunos aprendem a postura, o gestual, a quantidade de tinta e de água necessários para realizar a pintura. A concentração é indispensável neste processo.

Outros temas
  • Sho chiku bai (pinheiro, bambu, ameixeira): Ou os Três amigos do inverno. Tema tradicional de cartões de Ano Novo
  • A flor de lótus: A bela e pura flor que emerge do lodo
  • O galo: Signo do ano chinês de 2017. Usado em cartões de Ano Novo
  • Caquis: Fruto original da China, foi levado à Coreia e ao Japão há mais de mil anos. Por ser uma fruta do outono, é comum ser usada na decoração de Ano Novo (no Japão)
  • Temas contemporâneos: Atualmente os pintores nikkeys e brasileiros pintam plantas nativas, como orquídeas e bromélias, cenas urbanas (como nos encontros dos Urban Sketchers), cenas de festas populares, como o Carnaval, etc.





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