Agosto é mês de grandes escritores nacionais

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Fonte :https://academiapopulardeletras.wordpress.com/2015/08/24/agosto-e-mes-de-grandes-escritores-nacionais/
Agosto é um grande mês para a literatura. É um mês que marca o nascimento de vários autores importantes nacionais e estrangeiros. Destacamos aqui quatro escritores brasileiros, que merecem ser lidos, relidos e descobertos por quem ainda não os leu. 
Confira:
10/08/1912 – JORGE AMADO Nasceu na Bahia e mudou-se, em 1930, para o Rio de Janeiro. Aos 19 anos publicou seu primeiro livro, O País do Carnaval (1931). Entre suas importantes obras estão Mar Morto, Capitães de Areia, O Mundo da Paz, Tocaia Grande e Grabriela, Cravo e Canela. É um escritor da segunda geração modernista. 20/08/1889 – CORA CORALINA Nasceu na Cidade de Goiás (GO), batizada de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Apesar da pouca escolaridade, aos 14 anos começa a publicar contos e poemas em periódicos da cidade sob o pseudônimo Cora Coralina. Poeta e contista, autora de obras como Poemas dos Becos de Goiás e Estór…

Projeto Poesia às 2as.feiras


GULLAR, Ferreira. Digo sim. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.299

Poderia dizer que a vida é bela, e muito,
 e que a revolução caminha com pés de flor
nos campos de meu país,
com pés de borracha
nas grandes cidades brasileiras
            e que meu coração
é um sol de esperanças entre pulmões
            e nuvens

Poderia dizer que meu povo
é uma festa só na voz 
de Clara Nunes
                         no rodar
das cabrochas no carnaval
da Avenida
                  Mas não. O poeta mente.

A vida nós a amassamos em sangue
        e samba
enquanto gira inteira a noite
sobre a pátria desigual. A vida
nós a fazemos nossa
alegre e triste, cantando
        em meio a fome
        e dizendo sim
-- em meio à violência e a solidão dizendo
sim --
pelo espanto da beleza
pela flama de Tereza
        pelo meu filho perdido
neste vasto continente
       por Vianinha ferido
       pelo nosso irmão caído

pelo amor e o que ele nega
pelo que dá e que cega
        pelo que virá enfim,
        não digo que a vida é bela
        tampouco me nego a ela: 
        -- digo sim


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