Biblioteca Indica: Sempre é tempo para bons sentimentos. Histórias de amor, paz, amizade, esperança, fé, lealdade, gratidão e solidariedade.

Imagem
"Todo o nosso conhecimento se inicia com sentimentos."


SCHOLES, Katherine; INGPEN, Robert. Tempos de paz. Localização: J S391t A Unesco, desde sua criação no final da Segunda Guerra Mundial, já declarava: As guerras nascem no espírito dos homens; logo, é no seu espírito que precisam ser erguidos os baluartes da paz. Aprenda a resolver pacificamente os problemas de sua vida - primeiro que tudo. Isso porque a paz começa com você. No seu próprio quintal. Ainda há as imagens belíssimas de Robert Ingpen que interagem com o tom questionador e reflexivo do livro. Sua leitura contribuirá para sensibilizar a criança a ter uma relação harmoniosa consigo mesma, com os outros e com a natureza.

GEE, Darien; KLESCK, Alice. O pão da amizade. Localização: F G263p Um presente anônimo conduz uma mulher a uma jornada que ela jamais poderia imaginar. Certa tarde, Julia Evarts e Gracie, sua filha de cinco anos, chegam em casa e encontram um presente na varanda da frente: um pão da amizade com o simpl…

Projeto Poesia às 2as.feiras



GULLAR, Ferreira. Verão. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.175

Este fevereiro azul
como a chama da paixão
nascido com a morte certa
com prevista duração

deflagra suas manhãs
sobre as montanhas e o mar
com o desatino de tudo
que está para se acabar.

A carne de fevereiro
tem o sabor suicida
de coisa que está vivendo
vivendo mas já perdida.

Mas como tudo que vive
não desiste de viver,
fevereiro não desiste:
vai morrer, não quer morrer.

E a luta de resistência
se trata em todo lugar:
por cima dos edifícios
por sobre as águas do mar.

O vento que empurra a tarde
arrasta a fera ferida,
rasga-lhe o corpo de nuvens,
dessangra-a sobre a Avenida
Vieira Souto e o Arpoador
numa ampla hemorragia.
Suja de sangue as montanhas
tinge as águas da baía.

E nesse esquartejamento
a que outros chamam verão,
fevereiro ainda em agonia
resiste mordendo o chão.

Sim, fevereiro resiste
como uma fera ferida.
É essa esperança doída
que é o próprio nome da vida.

Vai morrer, não quer morrer.
Se apega a tudo que existe:
na areia, no mar, na relva,
no meu coração -- resiste.

Fonte da imagem:
http://1.bp.blogspot.com/-jM9qMkmcOQQ/VIIgD_XN5dI/AAAAAAAAApg/0Bl5z8JjG6o/s1600/Gullar%2B3.jpg


Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Busque você mesmo!

Programa Agentes de Leitura