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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

Projeto Poesia às 2as.feiras

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GULLAR, Ferreira. Boato. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.190

Espalharam por aí que o poema
é uma máquina
                        ou um diadema
que o poema
repele tudo o que nos falte à pele
e mesmo a pele
de Hiroxima
que o poema só aceita
a palavra perfeita
ou rarefeita
ou quando muito aceita a palavra neutra
pois quem faz o poema é um poeta
e quem lê o poema, um hermeneuta.

Mas como, gente,
se estamos em janeiro de 1967
e é de tarde
e alguns fios brancos já me surgem no pentelho?
Como ser neutro se acabou de chover e a terra cheira
e o asfalto cheira
e as árvores estão lavadas com suas folhas
e seus galhos
                           existindo?
Como ser neutro, fazer
um poema neutro
se há uma ditadura no país
e eu estou infeliz?

Ora eu sei muito bem que a poesia
não muda (logo) o mundo.
Mas é por isso mesmo que se faz poesia:
porque falta alegria.
E quando há alegria
se quer mais alegria!


Acabou meu caro usuário. Se foi muita coisa para você, imagina para o pobre do mosquito.

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O poder da leitura :)

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Fonte: https://www.facebook.com/euamoleituraoficial

Espaço Troca Livros: Diários do Vampiro

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O que é, O que é?
Não precisa de pilhas ou bateria; Não precisa  estar ligado na tomada;
Não precisa que lhe deem corda;
Não precisa de mais de uma pessoa;
Não necessita necessariamente ser novo ou velho;
Não precisa de hora certa para ser utilizado;
Não precisa estar necessariamente parado ou em movimento;
Não escolhe por quem será utilizado;
Não precisa ser somente de um jeito ou sobre um assunto;
Instrui e diverte ao mesmo tempo;
E gosta de ser manuseado com cuidado e carinho;

Adivinhou!

É o livro



E só precisa de uma pessoa que queira lê-lo sem subjulgá-lo a um pré-conceito de seu conteúdo.

Biblioteca Indica: 27 de Janeiro - Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto

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“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” Nelson Mandela


BOYNE, John. O menino do pijama listrado. Localização física: F B785n Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece …

Anote mais essa aí!

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Projeto Poesia às 2as.feiras

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GULLAR, Ferreira. Ei, pessoal. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.208

Água doce na sombra:
         Rio azul
(era chamado assim pelo povo do Anil)
sombra de vozes claras
         (no
         ar? no arfar
         do coração?)
sombra de flor azul  no paladar
         sombra de flor
         sombra de sombra
         sombra de sombra de penumbra

A fábrica apitava às 11 horas
por cima do capinzal
As máquinas paravam de repente
sobre flores de chita
ainda incompletas
         (Marlene se matou
         por um vestido?)
A fábrica apitava às 11 horas
         sobre flores abertas
         sobre a água
         sobre risos que riam
         dentro d'água
As máquinas paravam de repente
         sobre a vida

Onde anda você, Maria Lúcia?
Esmagado, Maninho, Raimundinho?
Onde andam vocês, Adi, Dodô?

A garagem a quitanda os oitizeiros
        onde andam vocês
se há muitos anos derrubaram o quartel?
        se há muitos anos
destruíram Hiroxima, a Gestapo
        a Gespapo
e o poeta jogou-…

Vai de livro vai. Assim, você chega mais rápido.

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Espaço Troca Livros: Motivos para ler!

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Motivos para  ler sempre:

1 - O cérebro precisa de treinamento;
2 - Ajuda no desenvolvimento da memória;
3 - O stress do dia-a-dia diminuem radicalmente;
4 - Permite que você seja mais eficiente em seus discursos, além de acrescentar mais clareza na hora de colocar no papel suas ideias;
5 - Amplia seu campo de opiniões;
6 - O hábito da leitura auxilia no retardamento do envelhecimento cerebral e combate o risco de demência.

Agora nossas novidades:






Fique esperto!

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Fica a dica.

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Quer saber se temos o livro que procura em nosso acervo? Consulte pelo link:  http://biblioteca.guarulhos.sp.gov.br:8081/pesquisa/ Veja como se localizar aqui.

O hábito de ler é o que nos torna mais humanos, diz a ciência.

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por Giovana Feix, via M de Mulher
Você pode estar precisando de uma desculpinha para ler mais (ou para estimular alguém a fazer o mesmo) ou de um empurrãozinho para decidir qual será sua próxima leitura. Ou pode estar, simplesmente, querendo entender um pouco melhor como funciona essa coisa bem louca chamada “humanidade”. Para qualquer um destes três casos, nós temos boas notícias: para a ciência, tem ficado cada vez mais claro o quanto aqueles que leem literatura de ficção desenvolvem o dom da empatia muito mais do que os outros.

Projeto Poesia às 2as.feiras

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GULLAR, Ferreira. No corpo. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.216

De que vale tentar reconstruir com palavras
        o que o verão levou
        entre nuvens e risos
junto com o jornal velho pelos ares?
O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo na noite
agora são apenas esta
contração (este clarão?)
de maxilar dentro do rosto.

A poesia é o presente.

Biblioteca Indica: Projeto Verão. Fique com sua mente em forma :)

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Não é só o seu corpo que pode ganhar destaque nessa estação. Aproveite para deixar sua mente em ótima forma para esse ano. Leia!
GOMES, Álvaro Cardoso; GUEDES, Avelino Pereira. Amor de Verão. Localização na estante: J G612a A história se passa nos anos 1950, época do famoso automóvel Aero-willys, do topete penteado ao estilo Elvis Presley, da total ausência de TV e ingenuidade no relacionamento entre rapazes e moças. Válter era um adolescente que não acreditava em si mesmo. Julgava-se feio, usava óculos e tinha muita dificuldade de aproximar-se das meninas. Morria de amor por Ana e ela por ele, mas sua insegurança o impedia de declarar-se. Um mês de férias no sítio de um amigo foi a medida certa para o amadurecimento de Válter.

CONY, Carlos Heitor. Antes o Verão. Localização na estante: F C784a Antes, o Verão é considerado um dos livros mais marcantes e líricos de Carlos Heitor Cony. Conta a história de um homem na faixa dos 40 anos que constrói uma bela casa de frente para o mar, em Cabo F…

Espaço Troca Livros: Ruth Rocha! Você encontra no Troca Livros.

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Venha trocar livros!
Que o ano de 2017 traga para você ótimas leituras, muitas viagens e aventuras através dos livros.