Projeto Poesia às 2as.feiras

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GULLAR, Ferreira. O lampejo. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.356

O poema não voa de asa-delta
não mora na Barra
não frequenta o Maksoud.
Pra falar a verdade, o poema não voa:
anda a pé
e acaba de ser expulso da fazenda Utupu
                                           pela polícia.

Como mal dorme mal cheira a suor,
parece demais com o povo:
                                            é assaltante?
                                            é posseiro?
                                            é vagabundo?
frequentemente o detêm para averiguações
          às vezes o espancam
          às vezes o matam
          às vezes o resgatam
          da merda
                         por um dia
e o fazem sorrir diante das câmeras da TV
de banho tomado.

O poema se vende
                se corrompe
confia no governo
desconfia
de repente se zanga
e quebra trezentos ônibus nas ruas de Salvador.

O poema é confuso
mas tem o rosto da história brasileira:
               tisnado de sol
   …

Use o ócio a seu favor



As tecnologias e facilidades do séc. XXI chegaram com a promessa de que nós teríamos tempo para fazer o que mais gostamos. Disseram-nos que poderíamos pagar uma conta pela internet, para que não perdêssemos tempo indo ao banco. E que poderíamos, inclusive, ter aulas de inglês online *com professores americanos* para que não precisássemos perder tempo com o trânsito.
Na teoria, horas sobrando para o lazer. Mas e na prática? É claro que aumentamos mais itens em nosso check-list diário, e nos tornamos ainda mais atolados por nossas atividades.

O problema diante disso tudo, é que todas as profissões exigem criatividade. Não só aquela que está presente nas agências de comunicação e que é tão almejada por tantos profissionais. Mas aquela criatividade que é preciso ter para resolver os problemas, para enfrentar a crise, para vender seus produtos, entre muitas outras situações em que é preciso ter criatividade para alcançar o sucesso.
Mas com tantos afazeres diários, fica praticamente impossível conseguir colocar o cérebro para trabalhar em prol de uma solução para qualquer situação que exija criatividade. Estamos condicionados a cumprir nossas atividades, e quando elas terminam ,chegamos a nos sentir perdidos e até mesmo culpados por não estar fazendo nada.

No entanto, é preciso ter em mente que:o ócio criativo é necessário. Este termo, criado pelo professor e sociólogo italiano Domenico De Masi, significa que tirar um tempo para não pensar em nada e praticar atividades relaxantes, ou então, não praticar nada e deixar que o cérebro trabalhe sem a nossa intervenção ou estímulo faz bem não só à saúde, mas também impacta positivamente em nossa produtividade.

Por isso, a partir de hoje você pode parar para ler um livro, assistir a uma novela, fazer um passeio com a família ou simplesmente deitar no sofá e ficar sem fazer nada com a absoluta convicção de que estará fazendo isso em prol da sua criatividade, que é tão preciosa e necessária para o seu sucesso profissional.
Relaxe sem medo e deixe a criatividade fluir.


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