Projeto Poesia às 2as.feiras


BELINKY, Tatiana; Dalmau (Ilustr.) Eu sou a dita-cuja. São Paulo, Noovha America, 2010. 23p.

Para mim, não é preciso 
padecer no paraíso!
Ser mãe não é sacrifício!
Vale o custo-benefício.

E pra isso comprovar
do meu filho eu vou falar!
Falo com sinceridade
e o que digo é só verdade!

Com seu jeito natural,
o meu filho é legal!
Ele tem, de muitos lados,
qualidades, predicados.

Como rica fantasia,
otimismo e alegria,
brincadeira, travessura,
com carinho e ternura.

Em ação desde que acorda,
faz de tudo, pinta e borda.
Tem temperamento forte!
Mas não é briguento.

Ele é muito criativo,
é o tal "superativo"!
Generoso e esperto,
mesmo longe, fica perto!

Faça frio, faça calor,
nunca perde o bom-humor!
Fica sério e pensativo,
quando tem um bom motivo.

É às vezes reservado,
chega quieto e sai calado.
Mas se mete o nariz,
abre a boca, fala e diz!

Do espaço ele é senhor,
sem ser rei é reinador!
Buliçoso e irrequieto,
nem dormindo fica quieto!

E meu filho, aqui descrito,
é também o mais bonito!
Para mãe, na realidade,
ele é a filhicidade!

Ah, eu sou a "dita-cuja"

Sou a própria mãe-coruja!
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