Enem in Cena. Venha terminar sua preparação de um jeito diferente.

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O que é?  O Projeto ENEM in CENA surgiu como proposta de ensino de temas interdisciplinares presentes no Exame Nacional do Ensino Médio de uma forma mais descontraída, lúdica e que vá além dos muros da escola tradicional. A escolha do teatro como pano de fundo surgiu como uma forma de apresentar os temas escolhidos pela equipe de professores em múltiplas linguagens, além de permitir um contato inicial ou a afirmação da cultura teatral no cotidiano dos jovens estudantes.
A Interdisciplinaridade no ENEM: 
O ENEM organiza seus cadernos de provas em quatro grandes áreas:

-  Linguagens, códigos e suas tecnologias; -  Ciências Humanas e suas Tecnologias; -  Matemática e suas Tecnologias; -  Ciências da Natureza e suas Tecnologias;

Curiosidades literárias

As curiosas conexões entre ROCK e LITERATURA


Há quem considere o rock “burro”, inculto, tosco. De fato, muitas bandas são assim – dentre elas, algumas das melhores (pense em Ramones , Black Sabbath  ou AC/DC ). Muito do rock, afinal, rola à base de testosterona juvenil, explosão adolescente, etc. Até aí, nada de novo e nada de mal. Mas há também bandas e cantores que se filiam a uma vertente mais “cabeça”, “sensível”, “literária”. As aspas são necessárias, pois há um oceano entre o poeta e escritor Leonard Cohen, autor de dois romances e vários livros de poesia,  e, por exemplo, o Steppenwolf , boa banda de hard rock, cuja conexão com a literatura está apenas no nome, tirado de O Lobo da Estepe, clássico hippie do Herman Hesse. 


No fim das contas, à parte Cohen, Dylan, Lou Reed, Patti Smith, Serge Gainsbourg e Tom Waits (pra citar só alguns dos autênticos “roqueiros literatos”) é curioso ver que o escritor alemão/suíço deSidarta e O jogo das contas de vidro não é o único a batizar bandas de rock. Nosso Bruno Schulz, por exemplo, um dos mais interessantes escritores do século XX, autor cultuado de Lojas de Canela e Sanatório, que estão reunidos com mais quatro contos inéditos em Ficção completa, inspirou uma banda polonesa. Que, por sinal, é bem razoável, na praia do rock dito alternativo. Outros exemplos? Dos clássicos há The Doors , nome tirado do livro As portas da percepção, de Aldous Huxley (que por sua vez tirou o título do poeta William Blake); Steely Dan  e Soft Machine escolheram seus nomes a partir da obra de William Burroughs (não à toa, um dos heróis do underground musical), e o The Fall  (uma das minhas favoritas) inspirou-se em A Queda, de Albert Camus. Dos menos conhecidos, há a Vulgue Tolstoi , banda brasileira, a House of Love (nome de um livro da Anais Nin), o outrora famoso Bronski Beat (Bronski é personagem de O Tambor, livro do Nobel Gunther Grass) e a Birthday Party  (outra das favoritas, nome de uma peça de outro Nobel, o Harold Pinter), primeira banda do Nick Cave (também um cara autenticamente “literário”, autor de dois romances). Tem até duas bandas chamadas The Bell Jar, mesmo nome do livro em prosa da poeta Sylvia Plath: uma pseudo-Echo and the Bunnyman e a outra tipo death metal. Claro que o genial Faulkner não ficaria de fora. O ótimo grupo Pylon , que foi uma referência para o R.E.M. no começo, foi batizado com o título de um livro do mestre William F., apreciador de uísque e belas letras. Para finalizar, The Triffids, injustamente esquecida banda australiana, cujo batismo surgiu da leitura do romance The Day of the Triffids, uma espécie de Guerra dos mundos escrita pelo inglês John Wyndam.  Bom, mais uma, vai – e outra australiana, também das preferidas deste escriba: The Go-Betweens, do chapa Robert Foster. O nome vem do clássico de L. P. Hartley, que já deve ter virado filme, série da BBC etc. 


Fonte: http://muralcultural2.blogspot.com.br/2014/03/as-curiosas-conexoes-entre-rock-e.html
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