Projeto Poesia às 2as.feiras

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GULLAR, Ferreira. Poema. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.217
Se morro o universo se apaga como se apagam as coisas deste quarto                                     se apago a lâmpada: os sapatos-da-ásia, as camisas e guerras na cadeira, o paletó- dos-andes,          bilhões de quatrilhões de seres e de sóis          morrem comigo.
Ou não:           o sol voltará a marcar           este mesmo ponto do assoalho           onde esteve meu pé;                                          deste quarto           ouvirás o barulho dos ônibus na rua;             uma nova cidade             surgirá de dentro desta             como a árvore da árvore.
Só que ninguém poderá ler no esgarçar destas nuvens a mesma história que eu leio, comovido.

Biblioteca Indica: Semana Mundial do Meio Ambiente



E você? Está fazendo sua parte?


DEAN, Warren; MOREIRA, Cid Knipel. A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica brasileira.
Localização física: 504 D324f
Um dos primeiros atos dos portugueses que chegaram ao Brasil em 1500 foi abater uma árvore para montar a cruz da primeira missa. Nesse gesto premonitório fez-se a primeira vítima da ocupação européia da Mata Atlântica, que cobria boa parte do território brasileiro. Nos cinco séculos que se seguiram, cada novo ciclo econômico de desenvolvimento do país significou mais um passo na destruição de uma floresta de um milhão de quilômetros quadrados, hoje reduzida a vestígios.


LYNAS, Mark; GAMO, Alessandro; VALENTE, Roberto Franco. Seis graus: o aquecimento global e o que você pode fazer para evitar uma catástrofe.
Localização física: 504.06 L996s
O que aconteceria se o mundo se tornasse seis graus mais quente? Populações inteiras seriam exterminadas e alguns países sumiriam do mapa. A terra racharia em algumas regiões do globo. Em outras, dilúvios e enchentes destruiriam o meio ambiente. Esse livro investiga as previsões dos cientistas de que no futuro o aumento das temperaturas globais ficará entre um e seis graus.



CALVINO, Italo; MAINARDI, Diogo. As cidades invisíveis.
Localização física: F C618c
Nesta obra, o autor apresenta as cidades e a memória, as cidades e o desejo, as cidades e os símbolos, as cidades delgadas, as cidades e as trocas e outras cidades. Apresentado em 150 páginas de magia, geometria, conceitos geográficos que se tornam-se símbolo complexo e inesgotável da existência humana. Cidades únicas por serem abordadas com leveza, multiplicidade, exatidão. A analogia entre as viagens de Marco Polo ao Oriente e seus dialogos com o imperador mongol Kublai Kan criam uma ficção de interpretações atuais e vibrantes. As surpresas e ideais contidas nas entrelinhas fascinam a leitura, caracterizada por um visão não apenas geométrica e racional do espaço urbano mas intensamente subjetiva e reflexiva. As diversas cidades de nomenclatura feminina.


ROSA, João Guimarães. Grande sertão: Veredas.
Localização física: F R694g
Na obra de Guimarães Rosa, ao contrário da maioria de nossos escritores regionalistas, o sertão é visto e vivido de uma maneira subjetiva, profunda, e não apenas como paisagem a ser descrita, ou como uma série de costumes que parecem pitorescos. Sua visão resulta de um processo de integração total entre o autor e a temática. Dessa integração a linguagem é o reflexo principal. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua extensa narrativa. Mas como acontece com toda literatura regional que ultrapassa a simples descrição para situar-se no plano da arte, ela adquire dimensões universais pelo vigor e beleza do texto. Nada mais natural: sendo o homem o tema de toda grande literatura, são os elementos básicos da condição humana que, em última análise, encontramos em Grande Sertão: Veredas, no que ela tem de mais fundamental.


FLANNERY, Tim; CALIFE, Jorge Luis. Os senhores do clima.
Localização física: 504.06 F612s
Flannery vale-se de extensa pesquisa e lança mão de sua própria experiência para construir uma fascinante narrativa da história do clima ao longo de milhões de anos. Com texto perfeitamente acessível, o autor expõe fatos, analisa implicações, desmistifica idéias e exemplifica concretamente como as mudanças climáticas já afetam a terra. Fugindo das armadilhas do sensacionalismo nos auxilia a compreender de forma realista os apuros pelos quais passamos atualmente além de apontar ações simples que podemos tomar no dia-a-dia para ajudar a reverter esse quadro desfavorável.



OS RISCOS: o homem como agressor e vitima do meio ambiente.
Localização física: 504.06 R472
O risco, objeto social que se define como a percepção do perigo, da catástrofe possível, vem adquirindo lugar de destaque nas sociedades. Ele está em toda parte. Para o homem - vítima e agressor do meio ambiente - prevalece um sentimento de insegurança, alimentado pelo próprio progresso da segurança. O risco é assumido, vivido, recusado; ele é estimado, avaliado, calculado. A gestão dos riscos - quer sejam eles ambientais, econômicos ou até mesmo sociais - se traduz por escolhas políticas e por decisões em termos de organização do território.                     



COMO CUIDAR DO SEU MEIO AMBIENTE. 
Localização física: 504.06 C728
Neste livro, o leitor pode encontrar informações sobre as origens dos problemas ambientais e seus aspectos - biodiversidade, água, ar, energia, alimentos e lixo. Ainda poderão ser encontradas orientações para ações cotidianas sempre focando no benefício para meio ambiente por meio de uma linguagem coloquial que aborda temas extremamente interessantes com base em pesquisas científicas .
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