Projeto Poesia às 2as.feiras

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GULLAR, Ferreira. O lampejo. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.356

O poema não voa de asa-delta
não mora na Barra
não frequenta o Maksoud.
Pra falar a verdade, o poema não voa:
anda a pé
e acaba de ser expulso da fazenda Utupu
                                           pela polícia.

Como mal dorme mal cheira a suor,
parece demais com o povo:
                                            é assaltante?
                                            é posseiro?
                                            é vagabundo?
frequentemente o detêm para averiguações
          às vezes o espancam
          às vezes o matam
          às vezes o resgatam
          da merda
                         por um dia
e o fazem sorrir diante das câmeras da TV
de banho tomado.

O poema se vende
                se corrompe
confia no governo
desconfia
de repente se zanga
e quebra trezentos ônibus nas ruas de Salvador.

O poema é confuso
mas tem o rosto da história brasileira:
               tisnado de sol
   …

Biblioteca Indica: Crônicas

Na literatura e no jornalismo uma crônica é uma narração curta, produzida essencialmente para ser veiculada na imprensa, seja nas páginas de uma revista seja nas páginas de um jornal ou mesmo na rádio. Possui assim uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o leem. 
 
VERÍSSIMO, Luís Fernando. As mentiras que os homens contam. 
Localização física: CR V619m
Quantas vezes você mente por dia? Calma, não precisa responder agora. Também não é sempre que você conta uma mentira. Só de vez em quando. Na verdade, quando você mente, é porque precisa. Para proteger o outro - e de preferência, a outra. Foi assim com a mãe, a namorada, a mulher, a sogra. Questão de sobrevivência. Tudo pelo bom convívio social, pela harmonia dentro de casa, para uma noite mais simpática com os amigos. Você só mente, no fundo, para poupar as pessoas, e, sobretudo, para o bem das mulheres. Luis Fernando Verissimo, este observador bem-humorado do cotidiano brasileiro, reúne aqui um repertório divertido de histórias assim - tão indispensáveis que, de repente, viram até verdades. Depende de quem ouve. Depende de quem conta.


PORTO, Priscilla. As verdades que as mulheres não contam: crônicas.
Localização física: CR P883v
Os homens mentem. As mulheres, no máximo, omitem algumas verdades. Em “As verdades que as mulheres não contam”, Priscilla Porto faz uma viagem pelo universo feminino. As crônicas são recheadas com os mais variados ingredientes – vaidade, simpatias, competição, perda da virgindade, compulsão por compras, paixões, traições e, principalmente, bom humor. São histórias cômicas e fictícias, com as quais muitas mulheres irão se identificar e muitos homens irão reconhecer as mulheres que fazem ou fizeram parte de sua vida. É uma viagem despretensiosa e divertida.


CONY, Carlos Heitor. Os anos mais antigos do passado: crônicas.
Localização física: CR C784a
Os anos mais antigos do passado - Reúne 102 crônicas e artigos de sua autoria de Carlos Heitor Cony, publicados em diferentes épocas na Folha de S. Paulo e na revista Manchete, onde aparece um suposto saudosismo como recurso para uma releitura das últimas décadas, com observações sobre viagens, política, filmes e música, entre outras. Para os amigos, espaços generosos, onde circulam nobres, políticos, artistas e anônimos fazendo parte do universo visitado por Carlos Heitor Cony. Em todos os relatos, humor e crítica inteligente.


MILAN, Betty. Quando Paris cintila.
Localização física: CR M582q
Nas 33 crônicas deste livro, o leitor é transportado para Europa, Ásia, América do Norte ou do Sul, descobrindo que é tão fundamental imaginar quanto romper hábitos. Apesar do título, o livro não trata somente da capital francesa. A psicanalista e escritora Betty Milan, colunista viaja por outras cidades, como Pequim, Barcelona e Ouro Preto. Paris, porém, funciona como uma espécie de base espiritual para a autora: foi lá que ela organizou suas reflexões e escreveu as 33 crônicas dessa coletânea – todas no estilo ao mesmo tempo lírico e telegráfico, sem letras maiúsculas e sem ponto final, que Betty já praticara em Paris Não Acaba Nunca. A arte, as diferenças entre a medicina do Oriente e a do Ocidente, a literatura de Marcel Proust são alguns dos temas explorados em Quando Paris Cintila – sempre de um ponto de vista inusitado.



GROGAN, John; SERAPICOS, Elvira. Cachorros encrenqueiros se divertem mais: histórias sobre famílias, animais e vida selecionadas do jornal The Philadelphia Inquirer.
Localização física: CR G896c
Esta coletânea de crônicas escritas por John Grogan, criador do best-seller Marley & Eu, é uma divertida mas sempre perspicaz análise do mundo e dos costumes contemporâneos, com seus altos e baixos, problemas e encantos. Esta é a prova do talento de Grogan em transitar pelas mais diferentes áreas, e de trazer para o leitor um ensinamento lúdico sobre a fascinante jornada que une seres humanos e animais.



TELLES. Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá.
Localização física: CR T275d
Em pequenos textos, a descrição de encontros e perfis memoráveis com escritores, como Simone de Beauvoir, Jorge Luis Borges, Carlos Drummond de Andrade, Monteiro Lobato, Jorge Amado, Hilda Hilst, Mário de Andrade (quando era apenas uma estudante de Direito de boina) e Clarice Lispector, entre outros. Ganha destaque o tocante depoimento da escritora em torno do estudioso e crítico de cinema Paulo Emilio Salles Gomes. Além deles, há ainda relatos de viagens (À Suécia e ao Irã) e, por fim, textos sobre a Língua Portuguesa (A última flor do lácio, segundo Olavo Bilac) e a condição feminina. 


BRAGA, Rubem. As boas coisas da vida.
Localização física: CR B795b
As Boas Coisas da Vida - Um clássico na obra de Rubem Braga. Crônicas escritas para jornais e revistas, no estilo de prosas líricas, que obtiveram o reconhecimento literário apesar de serem publicadas em papel jornal. Obras que tornaram o gênero respeitado.
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