Projeto Poesia às 2as.feiras

Imagem
GULLAR, Ferreira. Glauber morto. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.351

O morto não está de sobrecasaca
não está de casaca
não está de gravata.

O morto está morto

não está barbeado
não está penteado
não tem flor na lapela
um flor 
na calça
sapatos de verniz

não finge de vivo
não vai tomar posse 
na Academia.

O morto está morto
em cima da cama
no quarto vazio.

Como já não come
como já não morre
enfermeiras e médicos
não se ocupam mais dele.

Cruzaram-lhe as mãos
ataram-lhe os pés.

Só falta embrulhá-lo
e jogá-lo fora.



BIBLIOTECA INDICA: ÍNDIOS, HABITANTES DO BRASIL



Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado e o último peixe for pescado, as pessoas vão entender que dinheiro não se pode comer. A terra será o que são os seus homens.”
        Ditados das tribos Sioux e Asteca.




CAPOBIANCO, Julio. Xingu: viagem sem volta.
Localização: 572.95 C243x
'Xingu - Viagem Sem Volta' traz textos em forma de diário, fotografias e ilustrações que contam a viagem de Julio Capobianco, seus filhos Julio e João Paulo e sua neta Ana Terra - além do fotógrafo Pedro Martinelli e o ambientalista André Villas-Boas, à aldeia dos índios kuikuro.
HISTÓRIA DOS ÍNDIOS NO BRASIL. 2.ed. São Paulo SP: Companhia das Letras.
Localização: 572.95 H58
História dos Índios no Brasil é um esforço inédito de divulgação dos conhecimentos mais atuais sobre a história dos índios, com forte destaque para a população indígena da Amazônia. O livro é resultado dos trabalhos do Núcleo de História Indígena da USP e foi organizado por Manuela Carneiro da Cunha, um dos principais nomes da antropologia do país, oferece ao grande público a oportunidade de ter acesso às principais questões ligadas à presença dos povos indígenas no Brasil, como, por exemplo, as novas teorias sobre a origem do homem americano.



ALENCAR, José de. O guarani.
Localização: F A353g
Esta história de amor e aventura se passa quando o Brasil ainda era uma colônia de Portugal. Num cenário próximo às matas verdejantes, vive Cecília, a heroína do romance. Filha de um fidalgo português, ela leva uma existência de princesa, protegida pela família. O índio Peri, um guarani alto e forte, tem adoração pela moça. Porém, uma série de acontecimentos coloca a vida dos dois em perigo.




ALENCAR, José de. Iracema.
Localização: F A353i
Iracema - A virgem tabajara Iracema apaixonou-se por Martim, um colonizador português. Entre guerras e conflitos, ciúmes e disputa de poder, a história desse amor proibido tem como pano de fundo a cultura indígena, com seus deuses e mitos, a miscigenação do branco com o índio e o surgimento de um novo país numa terra fértil. 


ARRABAL, José. Cacuí: o curumim encantado.
Localização: 398.2(81) A796c
Uma aldeia perdida nas matas às margens do Rio Negro, onde os dois imensos rios fazem seu entroncamento nas terras do Amazonas é o cenário de uma bela aventura. Cacuí, o curumim encantado, novo livro de José Arrabal, conta a vida de Cacuí, índio que nasceu da união da velha índia Matiminó com o deus do amor Rudá. Ele é prometido para se tornar grande guerreiro e verdadeira bênção para a tribo, com sorte e fartura, o que o transforma em alvo de inveja, como a do cacique Tabirama, que acaba matando o menino e atraindo a vingança e a maldição de Rudá para toda a aldeia. A história nasceu da observação diária e da energia de alguns objetos indígenas que Arrabal trouxera de uma viagem ao Amazonas: das flechas, surgiu o boto Rudá; do arco, a veloz Matiminó; de uma estatueta, o pagé Sumé; da bolsa de palha trançada, outros tantos índios; e, dentre os pentes de cabelo, ele achou a terna Minaré. Numa mistura forte de tons, do ocre da terra ao vermelho ferruginoso, Daniel Araújo deu movimento (isso mesmo, movimento!) às fantasias do autor.





MUNDURUKU, Daniel. Coisas de índio: um guia de pesquisa.
Localização: 572.95 M928c
Daniel Munduruku, autor deste bonito panorama sobre as comunidades indígenas do Brasil, é índio e gosta de ser índio. Ou seja, acha fundamental o resgate do orgulho indígena, tão em baixa desde que os brancos aqui aportaram.Tanto que a expressão 'coisas de índio' tem valor negativo, querendo dizer - 'coisas de gente esquisita, de ignorante'. Mas, desde que conduzidos pela mão certa, basta umarápida olhada na cultura e na história dos povos indígenas para vermos que não é bem assim. 'Coisas de Índio' é um livro para pesquisa, acessível, interessante e muito atraente, capaz de fazer com que o leitor sensível compreenda toda a riqueza e pluralidade das coisas de nossos índios.
BOFF, Leonardo; MACEDO, Pata; MIRANDA, Adriana. O casamento entre o céu e a terra: contos dos povos indígenas do Brasil.
Localização: 398.2(81) B661c
Este belíssimo livro reúne contos indígenas de todo o Brasil sobre os temas mais universais: a origem do mundo e das estrelas, o aspecto sagrado da comida, a liberdade, a beleza, a coragem, enfim, todo assunto que mexe com a cabeça de toda e qualquer pessoa neste mundo. Lendo essas histórias, compreendemos que o índio não é um ser exótico, completamente diferente daquilo que consideramos “normal”, mas um ser que tem desejos, medos e anseios como qualquer outro. O livro é repleto de imagens fotográficas extremamente bonitas e ainda tem uma seção com a lista dos povos indígenas do Brasil contemporâneo, com o local onde vivem, sua população e nomes alternativos. Outra seção mostra a dívida que mundo tem com os povos indígenas e uma terceira seção apresenta o seu legado humanístico. Vale a pena mergulhar nessas histórias.


MINDLIN, Betty. Couro dos espíritos: namoro, pajés e cura entre os índios Gavião-Ikolen de Rondônia.
Localização: 572.95 M616c
Couro dos espíritos é uma iniciativa dos índios Gavião Ikolen, de Rondônia, que pediram a Betty Mindlin que escrevesse a primeira versão em português das narrativas e depoimentos dos mais velhos do povo, na forma literária que achasse conveniente. Este livro é um mergulho no xamanismo e em outras tradições de um povo indígena brasileiro, meio século depois do primeiro contato. Destina-se a ser lido pelo público em geral, por alunos das escolas e universidades e pelos estudantes das escolas indígenas.



LISPECTOR, Clarice. Como nasceram as estrelas: doze lendas brasileiras.
Localização: 398.2(81) L753c
Clarice reescreve uma série de lendas onde aparecem inúmeros personagens do folclore brasileiro como Pedro Malazarte, a Yara, o curupira e o Saci-Pererê. Em cada mês do ano, ela conta uma história deliciosa, repleta de encantamento e muitas lições.
PAPPIANI, Angela. Povo verdadeiro: os povos indígenas no Brasil.
Localização: 572 P236p
O livro traz para o público a diversidade dos povos indígenas de nosso país, com informações e relatos colhidos ao longo de mais de 25 anos de convivência da autora, Angela Pappiani, com dezenas de aldeias.



O POVO PATAXÓ E SUAS HISTÓRIAS.
Localização: 572.95 P89
Esta obra é resultado de um trabalho feito pelos professores Pataxós, que escreveram, ilustraram e compilaram as várias histórias reunidas aqui, que falam sobre coragem, orgulho, tradição e sua luta pela sobrevivência.
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