Projeto Poesia às 2as.feiras

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GULLAR, Ferreira. Glauber morto. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.351

O morto não está de sobrecasaca
não está de casaca
não está de gravata.

O morto está morto

não está barbeado
não está penteado
não tem flor na lapela
um flor 
na calça
sapatos de verniz

não finge de vivo
não vai tomar posse 
na Academia.

O morto está morto
em cima da cama
no quarto vazio.

Como já não come
como já não morre
enfermeiras e médicos
não se ocupam mais dele.

Cruzaram-lhe as mãos
ataram-lhe os pés.

Só falta embrulhá-lo
e jogá-lo fora.



PROJETO BIBLIOTECA INDICA: LIVROS DE ZYGMUNT BAUMAN (1925-)


BAUMAN, Zygmunt; MEDEIROS, Carlos Alberto (trad.) Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro, Zahar, 2009. 190p.
Localização física: 316.47 B341a

A modernidade líquida em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos - um amor líquido. A insegurança inspirada por essa condição estimula desejos conflitantes de estreitar esses laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos. O autor radiografa esse amor, tanto nos relacionamentos pessoais e familiares quanto no convívio social com estranhos, registrando e apreendendo de forma que forma o homem sem vínculos - figura central dos tempos modernos - se conecta.



BAUMAN, Zygmunt; DENTZIEN, Plínio (trad.) Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003. 141p.
Localização física: 316.334.56 B341c

"Comunidade" associa-se hoje a uma sensação boa: "pertencer a uma comunidade" ou "estar em comunidade" transmite a idéias de proteção. Em outras palavras, é um novo nome para o paraíso perdido - mas um paraíso que ainda buscamos.
Em troca de segurança prometida, contudo, a vida em comunidade parece nos privar de liberdade. A tensão entre esses valores, e entre comunidade e individualidade, dificilmente será desfeita. Segundo o autor, embora não possamos escapar desse dilema, é possível avaliarmos oportunidades e perigos para aprendermos com os erros do passado.



BAUMAN, Zygmunt; PENCHEL, Marcus (trad.) Em busca da Política. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000. 213p.
Localização física: 316.42 B341e

Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que  a afligem. Segundo este princípio, o autor investiga a relação entre a estrutura do mundo atual e a maneira como nele vivemos. Neste ensaio, o autor luta para tornar de novo possível a arte de traduzir os problemas pessoais em questões de ordem pública, imperativo vital e urgente para a renovação da política atual.



BAUMAN, Zygmunt; COSTA, João Rezende (trad.) Ética pós-moderna. São Paulo, Paulus, 1997. 285p. (Critérios éticos)
Localização física: 170 B341e
Estaria a moralidade com os dias contados? Estaríamos testemunhando a "morte da ética" e a transição para a nova era do pós-dever? Será que a ética, no tempo do pós-moderno, está sendo substituída pela estética?
Como antídoto aos que se contentam em buscar o que esta na moda, o autor apresenta aqui um poderoso e persuasivo estudo da perspectiva pós-moderna da ética. Para o autor os grandes temas da ética não perderam nada de sua força: simplesmente precisam ser revistos e tratados de modo inteiramente novo.



 BAUMAN, Zygmunt; PENCHEL, Marcus (trad.) Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1999. 145p.
Localização física: 316.42 B341g

A "globalização" está  na ordem do dia; uma palavra da moda que se transforma rapidamente num lema, uma encantação mágica. Este livro é uma tentativa de mostrar que no fenômeno da globalização há mais coisas do que se pode o olho apreender; ao revelar as raízes e consequências sociais do processo globalizador, busca dissipar um pouco da névoa que cerca esse termo. Numa análise instigante, o autor sustenta que a globalização tanto divide quanto une, abrindo um fosso cada vez maior entre os que tem e os que não tem.


BAUMAN, Zygmunt; MEDEIROS, Carlos Alberto (trad.) Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2005. 110p.
Localização física: 316.42 B341i

A "modernidade líquida" coloca a identidade num processo de transformação que provoca fenômenos como a crise do multiculturalismo, o fundamentalismo islâmico ou as comunidades virtuais da Internet. Nesta entrevista que concedeu ao jornalista italiano Benedetto Vecchi, o autor analisa as muitas consequências da "modernidade líquida" para a identidade - da vida em sociedade aos relacionamentos amorosos.



BAUMAN, Zygmunt; GAMA, Mauro e Cláudia Martinelli (trad.); FRIDMAN, Luís Carlos (rev.) O mal-estar da Pós-modernidade. Rio de Janeiro, Jorge Zahar. 1998. 272p.
Localização física: 316.42 B341m

O autor mostra  nesta obra que a marca da pós-modernidade - ou seu valor supremo - é a "vontade de liberdade", que acompanha a velocidade das mudanças econômicas, tecnológicas, culturais e do cotidiano. Daí resulta um mundo vivido como incerto, incontrolável e assustador - bem diverso da segurança projetada em torno de uma vida social estável, ou em torno da ordem, como pensava Freud em O mal-estar na civilização.



BAUMAN, Zygmunt; DENTZIEN, Plínio (trad.) Modernidade líquida. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2001. 258p.
Localização física: 316.42 B341m

A modernidade imediata, é "leve", "líquida", "fluida" e infinitamente mais dinâmica que a modernidade "sólida" que suplantou. A passagem de uma para a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana.
O autor cumpre aqui sua missão de sociólogo, esclarecendo como se deu essa transição e nos auxiliando a repensar os conceitos e esquemas cognitivos usados para descrever a experiência individual humana e sua história conjunta.




BAUMAN, Zygmunt; MEDEIROS, Carlos Alberto (trad.) Vidas desperdiçadas. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2005. 170p.
Localização física: 316.42 B341v

A produção de "refugo humano" ou, mais exatamente, de seres humanos refugados - os que não puderam ou não quiseram ser reconhecidos, os que não obtiveram permissão para ficar - é um produto inevitável da nossa sociedade. É consequência inseparável da modernização, efeito colateral da construção da ordem e do progresso econômico. Preocupado com o ambiente em que vivemos - que ele compara com o do programa televisivo Big Brother, no qual todos controlam e querem decidir quem será eliminado - sua análise brilhante e aguda abre-se para recuperar uma perspectiva do universo social.

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