Biblioteca Indica: Sempre é tempo para bons sentimentos. Histórias de amor, paz, amizade, esperança, fé, lealdade, gratidão e solidariedade.

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"Todo o nosso conhecimento se inicia com sentimentos."


SCHOLES, Katherine; INGPEN, Robert. Tempos de paz. Localização: J S391t A Unesco, desde sua criação no final da Segunda Guerra Mundial, já declarava: As guerras nascem no espírito dos homens; logo, é no seu espírito que precisam ser erguidos os baluartes da paz. Aprenda a resolver pacificamente os problemas de sua vida - primeiro que tudo. Isso porque a paz começa com você. No seu próprio quintal. Ainda há as imagens belíssimas de Robert Ingpen que interagem com o tom questionador e reflexivo do livro. Sua leitura contribuirá para sensibilizar a criança a ter uma relação harmoniosa consigo mesma, com os outros e com a natureza.

GEE, Darien; KLESCK, Alice. O pão da amizade. Localização: F G263p Um presente anônimo conduz uma mulher a uma jornada que ela jamais poderia imaginar. Certa tarde, Julia Evarts e Gracie, sua filha de cinco anos, chegam em casa e encontram um presente na varanda da frente: um pão da amizade com o simpl…

Projeto Poesia às segundas-feiras


VERÍSSIMO, Luis Fernando. Poesia numa hora dessas?! Rio de Janeiro, Objetiva, 2002. p.52

Nova canção do exílio

Minha terra tem Palmeiras
Coríntians, Inter e Fla
mas pelo que se viu na Argentina
não jogam mais futebol por lá.

Os amigos que aqui gorjeiam
dizem que a coisa vai aos trancos.
Falam de promessas de abertura
e de um suposto novo Santos.


Nosso céu tem mais estrelas,
mas no chão continua o assombro:
a melhor conjunção do  horóscopo
é de quatro estrelas no ombro.

Nossas várzeas têm mais flores
nossas flores mais pesticidas.
Só se banham em nossos rios
desinformados e suicidas.

Nossos bosques têm mais vida
porque nas cidades se morre.
Quando não é assaltante ou vizinho
é um motorista de porre.


Em cismar, sozinho, à noite
mais prazer encontrava eu lá.
Agora sei que cismar pode,
mas sozinho, e à noite, não dá!

Minha terra tem palmeiras
mas anda escasso o arvoredo.
Tudo se corta, queima e derruba
menos, claro, o Figueiredo.

Minha terra tem primores
de que amigos me falam até tarde.
Lembro samba, feijoada, bons papos
mas quem é essa Bruna Lombardi?

Nossos bancos têm mais juros
nossos corruptos mais favores
nossos pobres mais desgraça
nossa vida mais amores.

O sabiá, eu sei, já não canta
por questões ecolo-genéticas.
Mas ninguém sentiu muita falta,
agora existem as Frenéticas.

Descobriram um sabiá renitente
que insistia em cantar, por mania.
Seu número não passou na Censura:
ele insistia em cantar "Anistia"!

Leio Veja, IstoÉ, JB,
mas o pacote chega atrasado.
Estou atualizadíssimo
com o Brasil do mês passado.

Minha terra tem novidades
que compreendo mal e mal.
Mandei perguntar: "E o biorritmo?"
Responderam: "É lento e gradual."

Às vezes nos reunimos
para grandes sessões nostalgia.
Um disco do Chico, um retrato
ou uma leva de ambrosia.

Minha terra tem sabores
que tais não encontro eu cá.
Todos os vinhos do exílio
por um gole de guaraná!

Há coisas que não acredito
entre o trágico e o cômico.
Peste suína, carnaval subvencionado
vá lá - mas o senador biônico...

Minha terra tem palmeiras
onde cantava o sabiá.
Grande questão só há uma:
a Júlia fica com o Cacá?

Mas não permita Deus que eu morra
sem que eu volte para lá.

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