Projeto Poesia às 2as.feiras

Imagem
GULLAR, Ferreira. Glauber morto. IN: Toda poesia (1950-1999). 10ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2001. p.351

O morto não está de sobrecasaca
não está de casaca
não está de gravata.

O morto está morto

não está barbeado
não está penteado
não tem flor na lapela
um flor 
na calça
sapatos de verniz

não finge de vivo
não vai tomar posse 
na Academia.

O morto está morto
em cima da cama
no quarto vazio.

Como já não come
como já não morre
enfermeiras e médicos
não se ocupam mais dele.

Cruzaram-lhe as mãos
ataram-lhe os pés.

Só falta embrulhá-lo
e jogá-lo fora.



Peça teatral O Leão e o Ratinho

Num lindo dia de sol o Ratinho sai de sua toca e vai passear na floresta, apesar dos apelos de sua mãe, pois se considera um valente e destemido “rato grande”. Num determinado ponto de seu passeio, distraído, cai sobre as patas do Leão que descansava sob a sombra de uma árvore. O Leão acorda enfurecido decidido a amassá-lo com sua grande pata, mas diante dos apelos desesperados do pobre Ratinho, liberta-o. O Ratinho livre e feliz por não ter sido amassado continua a brincar pela floresta enquanto o Leão, que tirava uma soneca, é apanhado, de surpresa, pela rede do Caçador Malvado. Num lamento agonizante o Leão ruge chamando a atenção do Ratinho que retorna e diz que poderá libertá-lo da terrível armadilha. O Leão agradecido pela ajuda decide que a partir deste dia não mais maltratará os menores e fracos. Ficam amigos e saem cantando uma linda canção.

Classificação livre
Entrada franca
Biblioteca Monteiro Lobato
12 de maio de 2013
16h

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