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Mostrando postagens de Abril, 2012

O sabão, de Monteiro Lobato

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Em homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril (Dia de aniversário de Monteiro Lobato), divulgamos o poema O sabão, encontrado no livro Serões de Dona Benta, de Monteiro Lobato.

http://desenhossitio.blogspot.com.br/2011/01/monteiro-lobato.html - Acesso em 16 de abril de 2012

O sabão
Monteiro Lobato
Azeite e água brigaram
Certa vez numa vasilha,
Vai tapona, vem tabefe,
Luta velha ali fervilha.
Eis então, a apaziguá-los,
A potassa se apressou,
Todos três se combinaram
E o sabão daí datou.
Ilustração disponível em http://desenhossitio.blogspot.com.br/2011/01/monteiro-lobato.html. Acesso em 16 de 2012.
Texto disponível em http://peregrinacultural.wordpress.com/2009/03/18/o-sabao-poesia-infantil-de-rangel-pestana/ - Acesso em 16 de abril de 2012

Biblioteca verde, de Carlos Drummond de Andrade (1)

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Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres
São só 24 volumes encadernados
em percalina verde.
Meu filho, é livro demais para uma criança.
Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
Quando crescer eu compro. Agora não.
Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra.
Fica quieto, menino, eu vou comprar.

Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com um arranhão recuso, já sabe:
quero devolução de meu dinheiro.
Está bem, Coronel, ordens são ordens.
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.

Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde. Sou
o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não; inveja de mim mesmo)
Ninguém mais aqui possui a coleção
das Obras Célebres. Tenho de ler tudo.
Antes de ler, que bom passa a mão
no som da percalina, esse cristal
de fluid…

Poesia Às segundas-feiras

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Em comemoração a Semana Santa publicamos a poesia do poeta e sacerdote Ernesto Cardenal

Escuta o meu protesto (Salmo 5)

Escuta as minhas palavras oh Senhor

Ouve os meus gemidos
Escuta o meu protesto
Porque Tu não és amigo dos ditadores
nem partidário de sua política
não te influencia a propaganda
nem fizeste sociedade com o gângster

Não há sinceridade em seus discursos
nem em suas declarações de imprensa

Falam de paz
enquanto aumentam sua produção de guerra

Falam de paz nas Conferências de Paz
e em segredo se preparam para a guerra

Suas rádios mentirosas rugem toda a noite
Os seus escritórios estão cheios de planos criminosos e de expedientes sinistros
Mas Tu me salvarás de seus planos

Falam com a boca das metralhadoras
As suas línguas reluzentes são as baionetas

Castiga-os oh Deus
malogra a sua política
confunde os seus memorandos
impede os seus programas

À hora do sinal de alarme
Tu estarás comigo
Tu serás o meu refúgio no dia da Bomba

Aqueles que não acreditam na mentira de seus a…