31 de Outubro - Dia do Saci

Dia 31 de Outubro é o Dia do Saci

Nada de Halloween! Para a Sociedade dos Observadores de Saci, abóbora, só se for com carne seca

“O redemoinho é o meio de transporte do saci. O que se diz é que sempre que há um redemoinho, há um saci ali no meio. Para capturá-lo, é só jogar uma peneira e ter em mãos uma garrafa com uma cruz na rolha. Mas nós não somos muito favoráveis a isso não: o saci é um espírito livre, tem que ficar em liberdade”. Essa é apenas uma das lendas contadas com gosto por Mário Cândido, diretor da Sociedade dos Observadores de Saci (SOSACI).

O que, não sabia que há uma Sociedade de Observadores? Pois saiba que foi por iniciativa desse grupo que desde 2005, 31 de outubro é o Dia do Saci. Cândido conta que a Sociedade foi fundada por “12 ou 13 amigos em São Luiz do Paraitinga (SP), que estavam incomodados com a crescente manifestação do Halloween”. Não por acaso, o Dia do Saci passou a ser comemorado no mesmo dia da festa importada dos Estados Unidos: “A data foi proposital, mas a idéia e o objetivo são divulgar a mitologia brasileira – o Curupira, a Iara, o Boi Iaiá”.

Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, no Brasil ninguém usa abóbora como decoração – no máximo para acompanhar carne seca. Mas sem abóboras ou fantasias, como se comemora o Dia do Saci? De acordo com o diretor da SOSACI, por meio da revitalização das manifestações de antigamente. Para as crianças, há brincadeiras, histórias e atividades que incentivam a criatividade. Para os adultos, música, teatro, filmes, documentários e os típicos concursos de causos.

A figura do saci mais difundida hoje é a do menino negrinho de uma perna só, mas nem sempre foi assim. No início da lenda indígena, o defensor das florestas praticava as mesmas traquinagens, mas era um curumim com as duas pernas.

No século XIX, os negros assimilaram o mito e a figura do saci ganhou os traços atuais, além do seu inseparável cachimbo. O gorro vermelho, por sua vez, seria referência ao piléu romano (espécie de chapéu) usado pelos escravos libertos na Roma Antiga, explica Mário Cândido.
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